03 março 2013

O Rei Mago - Lev Grossman





Boa noite pessoal!

Para a resenha de hoje eu escolhi o livro “O Rei Mago” de Lev Grossman.
Como é de se esperar a sequência de “Os Magos” vai responder as perguntas que ficaram pairando no ar, além de trazer novos elementos e uma aventura completamente nova e mais interessante.

Para quem não se lembra, o primeiro livro termina com Quentin sendo levado de volta a Fillory por Julia, Janet e Eliot, ambos coroados reis e rainhas e morando no castelo de Whitespire. É a partir daí que o segundo livro começa, trazendo o nosso anti-herói de volta a seus velhos pensamentos de inconformismo e não pertencimento.

Durante uma cavalgada de busca a figura da Lebre Vidente, uma das Criaturas Singulares, eles acabam encontrando uma estranha e enorme árvore-relógio balançando sob um vento imperceptível e com seu relógio quebrado, o que, com certeza não é um bom presságio. Soma-se a isso o fato de ela estar no centro de uma clareira perfeitamente delimitada em formato de elipse e com um poderoso feitiço. É com esse pano-de-fundo que a Lebre se dirige a eles com mensagens agourentas de morte, desespero, decepção e destruição.

Como se isso e a misteriosa morte do mestre de caça Jollyby não fossem o bastante, Quentin ainda quer aventura. E é com esse espírito de inquietação que ele parte para resolver uma pendência na Ilha Distante. Junto com Julia, o jovem cartógrafo Benedict, o espadachim Bingle, a preguiça falante e o resto de uma tripulação comum a bordo do navio Muntjac, eles partem em uma viagem de vários dias até o pontinho no mapa que é essa ilha, com a intenção de cobrar os impostos nunca pagos.

Sem se dar conta de que a aventura já tinha começado, Quentin decide ir atrás da chave mágica, o estranho artefato que dá corda no mundo, e assim eles partem em uma viagem para a Ilha Posterior, onde finalmente encontram a chave e..., bom, é agora que as coisas realmente começam. Quando Quentin pega a chave nas mãos, três coisas acontecem rapidamente: ele descobre que ela emana uma magia muito forte e poderosa, ela abre uma porta invisível a eles, e Quentin e Julia caem para fora dessa porta perdendo a passagem de volta para a Ilha e Fillory.

Quando os dois se dão conta de que estão de volta à Terra e que não tem a menor ideia de como voltar, tudo começa a perder o brilho. Não dá para ter certeza de quem fica mais desesperado, se Quentin ou Julia. Mas eles acabam buscando formas de conseguir voltar. Ao longo de toda busca eles reencontram velhos conhecidos e acabam indo parar em Veneza, no palacete do “poderoso mago” Josh (para quem não se lembra, é o antigo amigo de Quentin dos tempos de Brakebills), que não tem mais o botão para voltar para a Terra Nula e, consequentemente, a Fillory, mas acaba ajudando, junto com a amiga Poppy a encontrar o caminho.

Já de volta a Fillory e ainda a bordo do Muntjac, eles partem em busca das outras chaves mágicas, são sete no total, enfrentando mais problemas, perdendo companheiros e descobrindo, por fim, que essa é a única maneira de salvar esse mundo em que optaram por viver.

Ao longo do livro, além das aventuras em Fillory e na Terra, o autor vai intercalando a história de Julia. De como ela conseguiu se lembrar do dia que fez o teste para Brakebills e foi reprovada, de como eles tentaram reordenar a vida dela mandando cartas de aceitação de universidades às quais ela não tinha se inscrito, e o longo processo pelo qual ela passou para aprender magia, o que, de certa forma, foi o que desencadeou a necessidade das chaves mágicas em Fillory.

Em minha opinião a trama desse segundo livro é impecável. Apesar das poucas páginas, cerca de 430, a história é incrivelmente densa e cheia de elementos, sub-tramas e outros contextos. O autor fecha o livro de maneira e não deixar qualquer ponta solta.

É claro que o livro todo é incrível e, honestamente, é muito mais intrigante e interessante que o primeiro, não desmerecendo, mas a história toda da Julia, como quando ela lembrou de tudo, o que ela passou para conseguir aprender magia, e quando finalmente ela encontra um grupo que a acolhe, é realmente para não parar de ler.

Não sei se, aproveitando a diferença entre as duas histórias, o autor resolveu intercala-las no livro para não deixar a narrativa cair, ou se ele preferiu que tudo fosse sendo contado e desvendado aos poucos mesmo. De qualquer forma, o livro ficou muito gostoso de ler e nem um pouco cansativo.

Apesar de ser fantasia, falar de magia e se basear em Nárnia, tanto “Os Magos” quanto “O Rei Mago” não são livros ingênuos e que podem ser considerados infantis. Nesse quesito, inclusive, eu acho que o autor foi muito feliz, porque conseguiu usar elementos da literatura infanto-juvenil e ao mesmo tempo não vincular a história a essa classificação. Eu realmente recomendo a leitura e com certeza espero ler mais livros desse autor.

Até o próximo post!

6 comentários:

  1. Oiii! Adorei a capa do livro vou procura ele para ler!
    Bjs e por favor comenta nesse post:
    http://resenhasteen.blogspot.com.br/2013/02/lacos-de-gelo.html

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    1. Oi Naylane!
      Eu também gostei bastante da capa, apesar de que a do primeiro livro é muito mais interessant!

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  2. Ainda não li nenhum dessa série :/ então, cada vez que leio uma resenha, fico babando... hahá!! Mas pretendo ler o mais breve possível!!

    http://mondarikc.blogspot.com.br/

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    1. Oi Carlos,
      Leia sim! Os dois livros são ótimos, apesar de que tendo a gostar mais do segundo.
      Hehehe

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  3. Gostei muito da resenha. Como não conhecia o livro até esse momento, sua resenha despertou-me para um novo livro que vou querer ler.
    Obrigada pelo convite. Estou te seguindo, ok?

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    1. Oi Maristela!
      Obrigada a você pela visita!
      Que bom que gostou do livro! De fato ambos são muito interessantes e, com certeza vale muito a leitura.
      Espero contar sempre com seus comentários!

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