06 janeiro 2013

Cinquenta Tons de Liberdade – E.L. James

 
 
 
 

Primeiramente quero desejar um novo ano maravilhoso para todos nós, cheio de felicidade, realizações e, claro, muitos livros novos!
Como já escrevi sobre os dois primeiros livros da trilogia, não poderia deixar “Cinquenta Tons de Liberdade” de fora. E claro que tenho muitas coisas a dizer sobre esse último livro da saga.
O começo do livro já traz um salto e tanto na história, já que Anastacia e Christian já estão casados. Assim, a história começa com o Sr. e Sra. Grey desfrutando de sua lua de mel na França, mais precisamente na Côte D’Azur, a bordo do iate My Fair Lady. É claro que tudo tem que ser em grande estilo, desde o destino até as acomodações.
Mas eis que surge, para a nossa alegria e preocupação dos personagens, um conflito! Na verdade é durante a lua de mel deles que começam a surgir eventos preocupantes. Um incêndio criminoso queimou o servidor central dos computadores da Grey Enterprise e, somando-se a isso a sabotagem do helicóptero Charlie Tango e a perseguição automobilística ao casal Grey, temos ingredientes de sobra para criar um suspense minimamente interessante.
É claro que o enredo não vive só com esses elementos. Aliás, ele se aproveita de outros sub-conflitos para nos apresentar outros personagens, outras histórias e até outras facetas dos nossos já tão conhecidos personagens principais.
A volta de Leila, ex-submissa; a liberdade do ex-chefe e assediador Jack Hyde; a possível infidelidade de Elliot com Kate e, porque não, uma iminente gravidez. Tudo isso somado a carga emocional e tudo que esses dois já passaram juntos resulta em brigas, confissões, promessas e, o mais importante, descobertas de até onde são capazes de ir e de fazer um pelo outro.
Eu preciso dizer que dos três livros esse é, sem sombra de dúvida, o melhor. A autora conseguiu, na minha opinião, incorporar mais elementos à história, desde personagens a outros núcleos narrativos, proporcionando uma leitura mais interessante e menos maçante.
É claro que o foco do livro não foi, e nem poderia, ser alterado, mas senti uma certa mudança na quantidade de cenas de sexo colocadas e descritas. Eu vejo isso de maneira bastante positiva, já que me parece que a autora foi, gradativamente, priorizando cenas mais relevantes à história, ao invés de simplesmente descrever todas e acabar transformando esse romance-adulto em um reles conto erótico como já se tem às pencas por aí.
No entanto preciso colocar que apesar de ter ficado muito mais interessante, o livro acabou com algumas pontas soltas, algumas histórias mal contadas e outras até nem contadas. Acredito que E. L. James poderia ter se alongado mais e preenchido algumas pequenas lacunas que permaneceram. Não que isso seja prejudicial ao livro. Mas infelizmente, nós leitores, ficamos com gostinho de quero mais.
De qualquer forma, eu recomendo a leitura, mas aproveito para fazer um alerta: leia, mas vá sem preconceitos e pré-conceitos. Eu sei que muitas pessoas criticaram o livro por conta da submissão feminina sempre muito presente. Eu entendo a posição de cada um e também não concordo, mas existe um grande porém nisso tudo. Estamos nos esquecendo de que cada um é responsável por si, logo só fazemos aquilo que queremos ou concordamos, salvo exceções. Não adianta não lermos sobre relações de submissão porque não concordamos. Se fosse assim, as pessoas não leriam livros como “Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída...” porque não concordam com o uso de drogas, ou “O Beijo do Escorpião” por causa da prostituição.
É importante fazermos a separação das coisas, e lembrar que a opinião é um elemento individual, logo não pode ser imposta ou usada como meio opressor.
Bom, a quem optar por ler, uma ótima leitura! E até o próximo post!

 
 
 

 
 

5 comentários:

  1. Oi Mariane,
    concordo com o final da sua resenha, cada um sabe o q faz da sua vida, e cada um tbm tem o direito de interpretar o livro à sua maneira, mas para isso precisam ler primeiro, conhecer a história, para depois criticar (ou elogiar).
    Na minha opinião, a autora usou uma linguagem já mais voltada para a adaptação para o cinema nesse livro, o q vc acha?
    Não sei dizer qual dos 3 volumes da trilogia eu gosto mais... depende do momento, rsrs.
    Boa resenha.
    Bjos!

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    1. Oi Joana,
      Obrigada!
      Exatamente! Eu sei que é importante colocarmos a nossa opinião. Mas muita gente tem criticado o livro sem ter lido, e isso não é opinião, é achismo de quem ouve as pessoas falando e se aproveita do comentário alheio.
      Quanto à linguagem, eu não tinha pensado nisso... Mas agora que você falou eu reparei e concordo. Esse terceiro livro ficou bem "cara de filme" mesmo! Rsrs
      Bjos.

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  2. Oi Mariane! Sua linda!

    Eu estou lendo o terceiro livro, mas confesso, lendo arrastando a leitura que por sinal está metódica demais, enfim, terminarei porque já cheguei até aqui, porém a escritora enrolou muita nesse livro, a estória é bacana, tinha tudo para ser realmente uma leitura boa, mas acredito que não teria necessidade de extender o conteúdo em três livros.

    O perigo das séries se identificam no seguinte ponto: sempre existe um livrinho pra encher linguiça. Praticamente a metade do livro inteiro descrevendo o cotidiano de um casal rico. :(

    Espero ler mais resenhas e opiniões sinceras suas Mariane, gosto desses tipos de comentários, soltos, despretenciosos e relevantes!
    Bjão
    http://bellaletra.blogspot.com.br/

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    1. Oi Iza !!!!!
      Obrigada por comentar!
      Então, eu já adorei esse terceiro livro! Rsrs
      Na verdade eu achei até que ela deixou coisas mal contadas, poderia ter discorrido mais em alguns pontos como a perseguição do Jack à família dele, sei lá...
      Enfim, é sempre bom contar com várias opiniões!
      Espero poder contar sempre com as suas por aqui.
      Bjos.

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