28 outubro 2012

Cinquenta Tons Mais Escuros – E.L. James





Para quem já leu o livro ou a minha resenha sobre Cinquenta Tons de Cinza, não é surpresa o foco o livro. No entanto é nessa continuação da autora E. L. James que muita coisa parece fazer sentido.
No fim do primeiro livro, Anastasia Steele rompeu o “relacionamento” acordado com o Sr. Grey após a decepcionante revelação de que o que ele tem a oferecer não é nem de longe o que ela quer ter.
Esses segundo livro começa com ela, já formada, no primeiro emprego e com o sofrimento de um rompimento bastante doloroso. Entretanto como já dito antes, por seu caráter controlador e possessivo, além de não acostumado a ser contrariado, o Sr. Grey não vai permitir essa separação. Principalmente porque ele se descobre apaixonado, um sentimento inédito para alguém acostumado a relações puramente sexuais de BDSM.
Como já era de se esperar os dois vão se reaproximar e descobrir juntos que o limite rígido de cada um deles não ia exatamente até onde eles pensavam. Ao mesmo tempo em que Anastasia se vê capaz de participar de algumas práticas sexuais diferentes, Christian consegue se livrar da aversão em ser tocado, e os dois, juntos, descobrem um relacionamento verdadeiro complementado pelo amor e por um pedido de casamento bastante inesperado.
É claro que a trama não ia e nem poderia ficar só no “mar de rosas” do casal. E já que toda história é feita de conflitos, a Srta. Steele se vê às voltas com dois problemas: o seu chefe está assediando-a, e a ex-submissa Leila está de volta na vida Christian tentando aterrorizá-los.
Embora a continuação siga o mesmo molde do primeiro, a incrementação da história com novos personagens e novas tramas tende a tornar o enredo levemente mais distante do seu antecessor, onde as cenas de sexo eram mais frequentes (acabando por se tornar, na minha opinião, um tanto quanto massivas). A exploração do psicológico é uma continuação, já que Anastasia continua descobrindo outras facetas do seu tão amado Sr. Grey, trazendo à tona traumas e complexos surgidos pelos anos que viveu com a mãe biológica.
Enquanto os dois tentam resolver os problemas e se resolver enquanto casal, algumas peças que tinham ficado soltas no primeiro livro se encaixaram, criando novos espaços a serem preenchidos pelo que promete ser o terceiro e último livro da série.
Embora eu tenha gostado da história, sinto que a autora ficou um pouco presa entre continuar trazendo “o sexo”, que cá entre nós foi o que trouxe sucesso à trilogia, e criar um enredo minimamente bem construído que agradasse ao leitor. Espero que o próximo livro, “Cinquenta Tons de Liberdade”, consiga encerrar a trilogia sem a sensação de “de repente acabou”, deixando pontas soltas e coisas por acabar.
Até o próximo post!

5 comentários:

  1. Retirbuindo a visita.. :D gostei sobre o que disse do livro e realmente é o que eu espero da continuação e nao fke somente no sexo.. pq nao gostei do livro por falta de enredo.. mas é uma leitura para passar o tempo..
    beijos

    Comentario respondido em
    http://tematoa.blogspot.com.br/2012/10/cinquenta-tons-de-cinza-e-l-james.html?showComment=1351703167804#c7135076179116573007

    Guilherme Kunz

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  2. Oi Mariane!
    Para mim, o sexo no livro não interfere em sua interpretação psicológica! Na verdade, é o instrumento para isso. Acho que a E. L. James utilizou da dosagem certa...
    Beijos,
    Vinícius - Livros e Rabiscos

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    Respostas
    1. Oi Vinícius!
      Eu não acho que o sexo interfere! Na verdade ele é o veículo para isso. Talvez eu possa ter me expressado mal. Peço desculpas...
      Eu só acho um pouco cansativo tanto sexo. Na verdade a maioria das pessoas começa a ler esse livro por curiosidade mas, pelo menos para mim, isso se torna bastante cansativo logo no primeiro livro.
      Mariane

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  3. Olá, parabéns pelo blog!
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    Obrigado pela atenção

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  4. Olá! Tudo bem?
    Me diz, você gosta de séries, filminhos e livros meio drama, meio comédia?
    Pois imagine que legal tudo isso numa história só!
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