12 outubro 2012

Cinquenta Tons de Cinza – E.L. James


Para abrir o blog eu trago um livro que li bem recentemente.
Escrito por E.L. James, Cinquenta Tons de Cinza narra a história de Anastasia Steele, 21 anos, que se entrega a um relacionamento puramente sexual com o milionário Christian Grey, adepto do BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) como forma de prazer.
Com um passado difícil e muito traumático, Grey é construído ao longo da história como um homem reservado, possessivo, egocêntrico, narcisista, controlador e sádico, cujos únicos relacionamentos ao longo dos 27 anos foram com suas ex-submissas, com sua “amiga” e ex-dominadora, e com sua família.
Já o seu oposto, Anastasia é uma romântica, ingênua e insegura estudante de literatura prestes a se formar, que se vê presa entre o forte desejo que sente por Grey, e a vontade de ter o “algo mais” que ele tanto teme.
Como todo primeiro livro de uma sequência, no caso dessa um total de três livros, Cinquenta Tons de Cinza vai introduzir a história, mostrando o “como começou” desse “relacionamento” entre o Sr. Grey, Dominador e a Srta. Steele, submissa. Depois de constatar que absolutamente nada entre eles será comum, Ana, como prefere ser chamada, vai passar o restante do livro, e quiçá da história, em dúvida se a relação entre eles é o que ela quer e se o que ela pode oferecer a ele que, diga-se de passagem, está bem longe do que está acostumado a receber, é o suficiente para mantê-lo interessado nela.
Sendo seu conteúdo explicitamente adulto e repleto de cenas fortes e impactantes, considero esse livro algo bastante diferente e, até certo ponto inovador, ao conseguir transformar o que prometia ser apenas mais um conto erótico, em um romance com um enredo um pouco mais complexo e completo, ao trazer o apelo psicológico como um elemento marcante na trama.
É bastante fácil identificar também na construção da história e dos personagens, elementos vindos de outros títulos best-sellers. Como é o caso da série Crepúsculo (escrita por Stephenie Meyer). Fica muito claro como os protagonistas de ambos os livros têm características iguais ou parecidas. Um exemplo bastante notório é sensação de eletricidade sentida pelas protagonistas Anastasia e Bella ao tocarem ou serem tocadas por seus respectivos pares. E o que dizer de Ana ao se achar inferior demais para Christian, ou no caso dele, de ficar constantemente alertando-a para que se afaste , se não uma paráfrase do casal Bella e Edward?
Com um texto simples e de muito fácil leitura, E.L. James cativa o público leitor ao casar o romance simplista e já bastante batido às cenas tórridas de sexo empapadas até os nervos de práticas Bondage e Sado-masoquistas, criando uma nova fatia de mercado editorial onde novos títulos no bom e velho estilo “mais do mesmo” tendem a aparecer.



4 comentários:

  1. Ola Mariane,
    confesso que ainda não li o livro "Cinquenta Tons de Cinza" mas ao ler o seu blog fiquei bastante interessada nele e pretendo lê-lo em breve.
    Beijos

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  2. Oi Mariane,
    Já li esse livro e apesar de ser machista achei a história interessante!!
    Me identifico com vc pelo fato de gostar muito de ler e acho muito bacana a sua iniciativa!!
    Bjos

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  3. Falem o que quiser, mas adorei esse livro e não acho machista não. É claro que o Christian é um homem controlador, mas em nenhum momento ele obriga a Ana a fazer nada. Até as cenas de sexo mais violentas, ela faz porque quer, porque se sente atraída por ele. Acho que seria machista se ele fosse um louco controlador que não respeitasse as vontades dela.

    Bjs!
    Lívia Martins ♥
    http://www.leiturinhas.com
    @vanillaprozac

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    Respostas
    1. Oi Lívia!
      Eu concordo com você, a Ana não faz absolutamente nada que ela mesma não queira. E é esse o ponto que muita gente não compreende, porque o livro não prega a submissão, apenas conta uma história!
      Adorei seu comentário!
      Espero vê-la mais por aqui hein?!
      Bjos

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